(NG DECOR) - Home Staging & Decoração XXI: Vida sem cerimónias - quando o Home Staging deixa de ser decoração...
Há uma diferença entre entrar numa casa decorada e entrar numa casa onde conseguimos imaginar a nossa vida. É precisamente nessa diferença que começa o trabalho do home staging. Levar o visitante a sentir-se em casa e a apropriar-se do espaço. O home staging é, muitas vezes, associado à decoração ou à valorização estética de um imóvel. Mas será mesmo isso?
Para Home Staging & Decoração XXI, staging é sobretudo a criação de uma história. É a capacidade de desenhar ambientes que permitam ao visitante projectar-se emocionalmente no espaço de forma imediata. Neste artigo damos como exemplo um projecto realizado numa moradia modelo das Native Townhouses, da promotora Kronos Homes, no Belas Clube de Campo.
O que é, afinal, o staging?
Por vezes, uma casa parece tecnicamente irrepreensível, mas, ainda assim, falhar o essencial. A casa decorada é impressionante. A casa “encenada” é desejável. A primeira faz-nos parar à porta a olhar. A segunda faz-nos pensar, sem darmos por isso: eu podia viver aqui. Uma linha ténue que faz toda a diferença nesta frase silenciosa.
Há casas que parecem saídas de um catálogo. O visitante admira-a, mas não a sente. Para criar identificação há pequenos detalhes que são fundamentais: um livro pousado a meio, uma luz acesa no escritório, um detalhe que o leva a querer receber amigos ou um ambiente que sugere que a vida já começou. Mas devem ser sinais subtis, para se conseguir transformar metros quadrados numa casa possível e não num “showroom”.
É neste ponto de equilíbrio que está o segredo do home staging. Porque as pessoas não compram um imóvel, compram uma projecção de vida.
A arquitectura assinada por Miguel Saraiva
Quando Home Staging & Decoração XXI foi desafiada pela Kronos Homes a desenvolver os interiores da moradia modelo das Native Townhouses, no Belas Clube de Campo, sabíamos desde o primeiro momento que o objectivo não era criar um espaço perfeito para ser fotografado. Era criar uma casa com a qual os visitantes se identificassem. Uma casa que fosse a sua cara e onde encaixasse o seu modo de viver.
A arquitectura foi uma aliada natural desta intervenção. As Native Townhouses são, nas palavras do próprio Miguel Saraiva, uma reinterpretação da casa clássica portuguesa. O arquitecto resume-o de forma exemplar: "Não é uma casa gigante, nem é um apartamento pequeno. É a casa."
Essa ideia tornou-se a base do nosso trabalho. Porque esta arquitectura não pede ostentação. Pede autenticidade. Não pede cenários. Pede vida.
Inspirámo-nos nesse equilíbrio e desenvolvemos uma abordagem centrada no conceito “country refined”, onde o conforto e a sofisticação se unem de forma natural. Procurámos trazer o exterior para dentro de casa através de materiais orgânicos, tons quentes, texturas naturais e da relação contínua entre os interiores, o jardim e a piscina.
Uma casa sem cerimónias: a alma está na cozinha
Acima de tudo, quisemos criar uma casa sem cerimónias. Pensámos a cozinha como o verdadeiro coração da casa. Não apenas uma divisão funcional, mas o lugar onde a vida acontece. Onde os amigos entram pelo jardim e as conversas fluem naturalmente à volta da ilha central.
Imaginámos uma família que valoriza o bem-estar, a funcionalidade e a proximidade à natureza. Uma família que trabalha a partir de casa, recebe amigos sem formalidades e vive os espaços de forma descontraída.
Por isso, criámos um escritório com uma mesa generosa áreas sociais abertas e ambientes que privilegiam a fluidez, a luz natural e a convivência.
Queríamos que cada divisão tivesse uma função clara, mas que não parecesse encenada. Que os espaços fossem aspiracionais sem serem distantes. Que existisse beleza, mas sobretudo verdade.
O verdadeiro luxo (e o verdadeiro valor do home staging)
Trabalhamos há anos em staging e a conclusão a que chegamos é sempre a mesma: o verdadeiro luxo deixou de estar apenas nos materiais, nas áreas ou nas marcas. O verdadeiro luxo é sentir que pertencemos a um lugar. É entrar numa casa e perceber, quase instintivamente, que podia ser nossa.
E é precisamente aqui que acreditamos que o home staging revela o seu maior valor. Não na decoração em si, mas na capacidade de transformar arquitetura em experiência, espaço em emoção e uma casa vazia numa casa onde alguém começa a imaginar a sua história.
E quando o visitante sai e diz, quase sem pensar: "Eu via-me a viver aqui." - sabemos que o trabalho está feito.
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